Perdido

Perdido

Não tema, meu amigo,
que o seu medo
será sempre farol
para os que atrás vêm
e te sentem como um guia.

Não desista, meu irmão,
que a sua face é clara,
seus pés tocam
o sonho,
suas ideias
cultivam amor.

Desde que o mundo
Lhe encontrou a primeira vez,
foi de alegria o seu canto,
uma palavra que faz voar.

E se hoje o seu rosto escurece,
se os seus olhos enuveiam-se
com o ardor do sol
que está a ver pela primeira vez,
e mesmo que os joelhos dobrem,
a voz falhe, e a lágrima declare,
são suas fascinações
que vencerão,
sua fronte confirmará.

Erga os ombros
e encare o mundo
como um velho conhecedor.
Encontre os tesouros
mais lindos
nos lugares mais comuns
e seja sempre
o que lhe deixa feliz,
seja pássaro ou nuvem,
seja um sim.

The following two tabs change content below.
Rodolfo Martins Kravutschke

Rodolfo Martins Kravutschke

Rodolfo Martins Kravutschke: 28 anos, médico, trabalha na UBS do BNH, em Telêmaco Borba. Amante da literatura brasileira e mundial, além de um aficionado pela poesia, seja ela métrica ou livre. Apaixonado pela Letícia, torcedor do Palmeiras, gosta de jogar futebol, gosta de tocar violão, adora analisar os pequenos detalhes das coisas e amante das minúcias da vida
Rodolfo Martins Kravutschke

Latest posts by Rodolfo Martins Kravutschke (see all)

Rodolfo Martins Kravutschke

Rodolfo Martins Kravutschke

Rodolfo Martins Kravutschke: 28 anos, médico, trabalha na UBS do BNH, em Telêmaco Borba. Amante da literatura brasileira e mundial, além de um aficionado pela poesia, seja ela métrica ou livre. Apaixonado pela Letícia, torcedor do Palmeiras, gosta de jogar futebol, gosta de tocar violão, adora analisar os pequenos detalhes das coisas e amante das minúcias da vida

Um comentário em “Perdido

Deixe um comentário