Manhã

Manhã

Sempre fui o poeta do sentimento
do mundo,
sempre fui o poeta do sempre
e do nunca,
não sei se bem consegui dizer
o que sinto,
fazer-te, então, sentir tudo
que digo.

Minha vida escrita nessas
paredes,
meus olhos desenhados aqui
eternamente,
se tentares por um momento
respirar,
minha alma invadirá tudo que
chama teu.
Vês essas marcas que aqui
estão?
São murmúrios dela dentro dos
meus ouvidos.

Acordo com a manhã inteira
dormente
e as súplicas de amor dela
gritam,
um instante do pássaro
que voa
é um milênio do amor rufando
no meu peito,
sinto a sua volta e o efeito
recomeça,
como o dia seguinte sobrepuja
a madrugada.

Se o alento faz-se remédio,
consequente,
dá-se súbita alegria, plena,
ao meu ser,
pois que da ausência dela faz-se
saudade,
e da sua volta a vida retorna
para mim,
e os lábios que eu tanto sonho,
beijam-me,
o amor é o que passeia sob
meu olhar.

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Rodolfo Martins Kravutschke

Rodolfo Martins Kravutschke

Rodolfo Martins Kravutschke: 28 anos, médico, trabalha na UBS do BNH, em Telêmaco Borba. Amante da literatura brasileira e mundial, além de um aficionado pela poesia, seja ela métrica ou livre. Apaixonado pela Letícia, torcedor do Palmeiras, gosta de jogar futebol, gosta de tocar violão, adora analisar os pequenos detalhes das coisas e amante das minúcias da vida
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Rodolfo Martins Kravutschke: 28 anos, médico, trabalha na UBS do BNH, em Telêmaco Borba. Amante da literatura brasileira e mundial, além de um aficionado pela poesia, seja ela métrica ou livre. Apaixonado pela Letícia, torcedor do Palmeiras, gosta de jogar futebol, gosta de tocar violão, adora analisar os pequenos detalhes das coisas e amante das minúcias da vida

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