Degradê

Degradê

Venho modificando minhas palavras para que elas sejam publicáveis
Passei a esconder as rimas reais para que não fossem indesejáveis
Mas é impossível te escrever e não querer publicar
Assim como é impossível te ler e não te desejar

Ouvi histórias sobre morcegos, insetos, corujas
Que invadem as moradias, deixando-as sujas
Mas há um silêncio sobre as racionais criaturas
Invadindo espaços, sem importar-se com ataduras

O gradiente do céu, o gradual farfalhar dos pombos
Em baixo de minha cama, não deixei espaço para monstros
Mas às vezes, no emblema da blusa, na barra da calça
Coaxos e gritos, brados e estrídulos do ente se põe a soar

Meu passado é o estímulo para meu presente chorar
Eis que havia incessantemente um sufoco interno à cessar
Que a luz seja, não tão racionalmente, mas talvez eloquente
Razão suficiente para me fazer amar novamente.

Kailani Czornei

Kailani dos Santos Czornei é estudante de Jornalismo na UEPG. Viveu em Papanduva, Santa Catarina, até iniciar a vida adulta no curso escolhido em Ponta Grossa. Apaixonada por ler e escrever, expressa seus sentimentos mais intensos em rimas e romances. Amante de toda literatura, especialmente de fantasias e distopias. Admiradora do pôr-do-sol, de colorido, de pop e de indie. Além de viciada em Senhor dos Anéis, em Jurassic Park, Nárnia e Star Wars.

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