Canto da manhã

Canto da manhã

Canto da manhã

Que meu poema
seja bem-vindo
em forma de canto,
pois que do amor
ele sempre se encha
e se faça de encanto,
quero que meu poema
voe aos ouvidos
e na colisão
espalhe meu amor
no pranto.

Quero minha poesia
nos cravos
das baionetas,
que possa ser atirada
sem pedir permissão,
pedir um café
pode ser insalubre,
se o teu desejo
não for de entrega,
ler a minha poesia
inicia uma guerra.

Quero versos profundos
nos corações
mais belos,
quero cultivar flores
que cresçam no asfalto,
quero trazer dúvidas
aos mais sábios,
trazer alento
aos que sofrem,
esperança
aos que perderam,
e amor
a toda gente.

Quero na poesia
poder nascer
diariamente,
morrer
sempre que possível
e dar frutos,
que é o mais bonito,
na poesia
me joguei
e me pintei,
na poesia
eu amei,
na poesia.

Rodolfo Martins Kravutschke

Rodolfo Martins Kravutschke: 28 anos, médico, trabalha na UBS do BNH, em Telêmaco Borba. Amante da literatura brasileira e mundial, além de um aficionado pela poesia, seja ela métrica ou livre. Apaixonado pela Letícia, torcedor do Palmeiras, gosta de jogar futebol, gosta de tocar violão, adora analisar os pequenos detalhes das coisas e amante das minúcias da vida

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