Quadrados
Quadrados
O papel em branco
me encara,
como se a dívida
não estivesse ali,
sem ser quitada,
ele necessita de palavras
que timidamente
o preencham,
e da bagunça mental
surgem superfícies
e formas.
A manhã cinza
abstrai-me sonhos leves,
chega às portas
do castelo
e movimenta
seus pesados sinos,
comovido,
deixo-me.
E um talvez
é um tom estranho,
quando o vermelho
suspeita de uma
sexta-feira doce,
e a dissonância
discorda de uma maneira
tão bela aos meus ouvidos,
posso sorrir
para os pedestres
na minha
imprópria
loucura.
A mansidão desce
em espirais perfeitas,
conto vagalumes
com meus olhos brincalhões,
amar não é nada diferente
de amar.
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Rodolfo Martins Kravutschke
Rodolfo Martins Kravutschke: 28 anos, médico, trabalha na UBS do BNH, em Telêmaco Borba. Amante da literatura brasileira e mundial, além de um aficionado pela poesia, seja ela métrica ou livre. Apaixonado pela Letícia, torcedor do Palmeiras, gosta de jogar futebol, gosta de tocar violão, adora analisar os pequenos detalhes das coisas e amante das minúcias da vida
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