O oceano

O oceano

O oceano

Às vezes cansa, cara,
eu não fui feito para dormir,
eu durmo muito mal
e não descanso no sono,
às vezes até me canso.

E às vezes cansa, cara,
cansa e não recupera em uma noite,
às vezes o frio
serve de açoite
e os corações frios
vigiam as janelas.

E quando cansa
eu preciso,
quando cansa eu necessito,
e mais cansa,
e mais cansa,
e mais…

E aí, cara,
tem coisa que revigora,
tem banho que recupera,
tem canto que faz fluir,
e aí chove, cara,
chove como nunca,
e a lava acalma,
o fogo enfraquece,
o incêndio se aquieta,
e tudo faz silêncio
para chover.

E o mar reemerge,
e aí que chove mais,
e você navega alto,
navega longe,
e se vê refletido em mim,
minhas verdes águas
na imensidão.

Guiados em casa,
navegando tranquilo vai,
a chuva sempre vence,
não há que resistir,
e os oceanos estão aí
há muito tempo.

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Rodolfo Martins Kravutschke

Rodolfo Martins Kravutschke

Rodolfo Martins Kravutschke: 28 anos, médico, trabalha na UBS do BNH, em Telêmaco Borba. Amante da literatura brasileira e mundial, além de um aficionado pela poesia, seja ela métrica ou livre. Apaixonado pela Letícia, torcedor do Palmeiras, gosta de jogar futebol, gosta de tocar violão, adora analisar os pequenos detalhes das coisas e amante das minúcias da vida
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Rodolfo Martins Kravutschke: 28 anos, médico, trabalha na UBS do BNH, em Telêmaco Borba. Amante da literatura brasileira e mundial, além de um aficionado pela poesia, seja ela métrica ou livre. Apaixonado pela Letícia, torcedor do Palmeiras, gosta de jogar futebol, gosta de tocar violão, adora analisar os pequenos detalhes das coisas e amante das minúcias da vida

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