Tempos sombrios

Tempos sombrios

Parem as máquinas, imediatamente!
Parem as guerras,
parem o frio
e os partos que agora ocorrem!

Parem as manhãs e as maçãs,
que crescem como soar do mundo novo.
Parem os navios que seguem as correntes,
parem os olhos que se guiam pelas estrelas.

Parem condomínios,
colmeias,
cárceres
e o cacarejar.

Mas não parem com essa dor, que é inextinguível.
Como posso ver e sentir
a dor que meu semelhante sente
sem morrer um pouco?

Pois, que se o dia morre
quando chega o anoitecer,
a alma se vai quando a solidão chega,
e já não existem manhãs, maçãs ou narizes.

E a vida se acaba.
E mesmo que o coração lute,
bravamente como soldado,
a tristeza é forte
e esmaga nossos sentidos.

Nada mais faz sentido.

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Rodolfo Martins Kravutschke

Rodolfo Martins Kravutschke

Rodolfo Martins Kravutschke: 28 anos, médico, trabalha na UBS do BNH, em Telêmaco Borba. Amante da literatura brasileira e mundial, além de um aficionado pela poesia, seja ela métrica ou livre. Apaixonado pela Letícia, torcedor do Palmeiras, gosta de jogar futebol, gosta de tocar violão, adora analisar os pequenos detalhes das coisas e amante das minúcias da vida
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Rodolfo Martins Kravutschke: 28 anos, médico, trabalha na UBS do BNH, em Telêmaco Borba. Amante da literatura brasileira e mundial, além de um aficionado pela poesia, seja ela métrica ou livre. Apaixonado pela Letícia, torcedor do Palmeiras, gosta de jogar futebol, gosta de tocar violão, adora analisar os pequenos detalhes das coisas e amante das minúcias da vida

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