Porque nos deixam órfãos essas mulheres

Porque nos deixam órfãos essas mulheres

Por que nos deixam órfãos essas mulheres,
por que vagam
em nossas mentes
atestando seu lugar de
convívio?
São intensas,
embriagantes,
são a luz e o pesar,
caminho do sofrer,
são a alegria densa no olhar
e o infortúnio contido em viver.

Por quê?
Se na vasta
mansidão da noite,
sou pego desprevenido,
sou arremessado do centro,
do estaque essencial,
sou abstraído
e em parte renegado,
reciclo-me
e envolto em uma atmosfera de languidez,
sobrevivo,
sem quem sabe ter a certeza do ser,
sem ter a certeza do olhar,
porém vivo.

Estou,
estás,
límpido sonhar da vaguidão,
límpido perecer de minh’alma,
quando és manhã,
resplandece,
se és a noite,
subjuga-me,
se és madrugada,
suga-me.

Pleno em ti,
pleno existir,
sensação e emoção,
delírio,
sou essa massa inconsciente, taciturno,
sou a escuridão,
trevas,
sobrevivo.

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Rodolfo Martins Kravutschke

Rodolfo Martins Kravutschke

Rodolfo Martins Kravutschke: 28 anos, médico, trabalha na UBS do BNH, em Telêmaco Borba. Amante da literatura brasileira e mundial, além de um aficionado pela poesia, seja ela métrica ou livre. Apaixonado pela Letícia, torcedor do Palmeiras, gosta de jogar futebol, gosta de tocar violão, adora analisar os pequenos detalhes das coisas e amante das minúcias da vida
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Rodolfo Martins Kravutschke: 28 anos, médico, trabalha na UBS do BNH, em Telêmaco Borba. Amante da literatura brasileira e mundial, além de um aficionado pela poesia, seja ela métrica ou livre. Apaixonado pela Letícia, torcedor do Palmeiras, gosta de jogar futebol, gosta de tocar violão, adora analisar os pequenos detalhes das coisas e amante das minúcias da vida

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