Apesar de você
Não nega
a burrice e a falha,
depois mata,
acaba com milhares de vidas,
finge, ri, não nega,
sonega.
Não pode, não deve,
porém,
não solta?
Tão podre o desdém,
tão leviano,
desengano,
não diga amém.
Olho para os que sofrem,
olho para os que sentem,
compadeço-me,
mas será apenas isso
o suficiente?
Tenho medo,
tenho alma,
espero o que vem
e me apego ao segundo
que se fia.
Tenho esperança,
quero mudar,
e espero,
pois,
amanhã será sempre
outro dia.
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Rodolfo Martins Kravutschke
Rodolfo Martins Kravutschke: 28 anos, médico, trabalha na UBS do BNH, em Telêmaco Borba. Amante da literatura brasileira e mundial, além de um aficionado pela poesia, seja ela métrica ou livre. Apaixonado pela Letícia, torcedor do Palmeiras, gosta de jogar futebol, gosta de tocar violão, adora analisar os pequenos detalhes das coisas e amante das minúcias da vida
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