Adeus

Adeus

Começa no olhar, na conversa,
No primeiro beijo
E na aproximação.
Começa no carinho, no desejo
E na disposição.
Caminhos que se seguem,
Minutos, horas e dias,
E todas as coisas
Que nunca os outros
Irão saber,
Tudo que ficou invisível
Aos olhos.
E aí começam os momentos difíceis,
As brigas, os desentendimentos
E a típica dificuldade
De entender por que
Tudo acontece assim.
Tentar é tentar novamente,
Insistir, resistir
E até desistir,
Um dia acaba.
Acaba, e ponto.
Ou não?
Não sei,
Não saberemos,
Pois os erros morrem
Junto com a trama,
Não saberemos
Todas as chances
Que tiveram
De tudo mudar.
Só sentirei a dor,
Só ficarei em silêncio,
Sozinho,
Desolado,
Morrendo um pouco,
Sentindo
Por tantas tragédias

Evitáveis
Que nunca conseguimos
Evitar.

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Rodolfo Martins Kravutschke

Rodolfo Martins Kravutschke

Rodolfo Martins Kravutschke: 28 anos, médico, trabalha na UBS do BNH, em Telêmaco Borba. Amante da literatura brasileira e mundial, além de um aficionado pela poesia, seja ela métrica ou livre. Apaixonado pela Letícia, torcedor do Palmeiras, gosta de jogar futebol, gosta de tocar violão, adora analisar os pequenos detalhes das coisas e amante das minúcias da vida
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Rodolfo Martins Kravutschke: 28 anos, médico, trabalha na UBS do BNH, em Telêmaco Borba. Amante da literatura brasileira e mundial, além de um aficionado pela poesia, seja ela métrica ou livre. Apaixonado pela Letícia, torcedor do Palmeiras, gosta de jogar futebol, gosta de tocar violão, adora analisar os pequenos detalhes das coisas e amante das minúcias da vida

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