Às Mulheres

Às Mulheres

                                                                                                                                                  Essa semana, e como todos os anos, foi marcada pelo dia internacional da mulher, é quase como de praxe vimos declarações masculinas sobre a importância delas nas nossas vidas, o quão esplêndidas são, o quanto merecem nossa admiração. Entretanto, muitas coisas nos chamam a atenção. Dentre elas é essa hipervalorização transitória, esse mundo de igualdades que surge diante desse dia tão especial. Não acho que nada seja diferente disso, cada pessoa em especial é um mundo de ser com suas especificidades, e as mulheres em especial guardam a generalização da complexidade, o que para mim as tornam ainda mais fascinantes. Mas essa valorização é tão fugaz por qual motivo? Esse frenesi logo se acaba e as diferenças de gênero são tão gritantes que não é possível escondê-las. Quando abrirão os olhos para a realidade? Acho que essa pergunta não tem ainda uma resposta. Mulheres lutam todos os dias pela igualdade, ou equidade dos gêneros e admiro sua força e vontade de mudança.
Sei que algumas frases vivem nos mesmos clichês, porém não são desgastadas mesmo por serem tão repetidas, então agradeço à minha mãe, irmã, namorada, amigas, colegas, a todas as mulheres que me presenteiam com um pouco do seu ensinamento, e grato lhes digo que sou um profundo admirador. Lutem a sua luta pela sua vida, pela vida das que virão, pois cada passo em frente é um mundo velho e tosco que deixamos para trás. Não deixem que o incômodo do que um dia se sente se torne apenas um resquício da memória, mas se torne um ímpeto da alma, uma força de mudança, e logo teremos um pouco do mundo que sonhamos.
Parabéns pelos seus dias, parabéns por serem o motor do nosso mundo, parabéns pela força tão acompanhada da sensibilidade, pelos sonhos imortais e por nos fazer existir.
Respeito, igualdade e amor.

Autor: Rodolfo Martins Kravutschke

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Rodolfo Martins Kravutschke: 28 anos, médico, trabalha na UBS do BNH, em Telêmaco Borba. Amante da literatura brasileira e mundial, além de um aficionado pela poesia, seja ela métrica ou livre. Apaixonado pela Letícia, torcedor do Palmeiras, gosta de jogar futebol, gosta de tocar violão, adora analisar os pequenos detalhes das coisas e amante das minúcias da vida
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Rodolfo Martins Kravutschke: 28 anos, médico, trabalha na UBS do BNH, em Telêmaco Borba. Amante da literatura brasileira e mundial, além de um aficionado pela poesia, seja ela métrica ou livre. Apaixonado pela Letícia, torcedor do Palmeiras, gosta de jogar futebol, gosta de tocar violão, adora analisar os pequenos detalhes das coisas e amante das minúcias da vida

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