Carnaval de rua esbarra na burocracia do poder público

Carnaval de rua esbarra na burocracia do poder público

Por Bruna Alexandrino

Cerca de 500 foliões se reuniram na última terça feira de Carnaval para prestigiar o Bloco da XV, idealizado com o intuito de descentralizar as festas dos clubes da cidade, proporcionando para toda a população uma opção pública e gratuita de lazer.

A área escolhida – Rua XV de Novembro – abriga também o Cine Teatro Ópera, maior teatro da cidade e de reconhecida importância cultural para os Campos Gerais. Contudo, o poder público de Ponta Grossa interditou o bloco, desconsiderando se tratar de uma manifestação cultural em espaço público.

Cesar Saad, um dos coordenadores, explica que funcionários da Prefeitura barraram a atividade cultural sem explicação dos motivos e exigiram a mudança de local. “Não tivemos alternativa, ou nos deslocávamos para a Estação Saudade ou o bloco terminaria”, explica Saad.

Mesmo sendo uma manifestação cultural e sem fins lucrativos, a coordenação explica que os órgãos públicos foram comunicados através de ofício e que a Prefeitura se negou a liberar alvará, exigindo critérios como a contratação de uma empresa de segurança e limpeza, e certificado do ECAD. “O próprio poder público não garante a segurança e a limpeza da via pública onde se realizaria o evento?”, questiona Saad.

Apesar das dificuldades, a festa continuou até aproximadamente meia noite na Estação Saudade e a coordenação pretende organizar mais blocos de rua na cidade, durante o feriado e também em épocas de pré e pós carnaval. “A nossa intenção é incentivar o surgimento de outros blocos em Ponta Grossa”, completa Cesar.

João Guilherme Castro

João Guilherme Castro

Estudante do 4° ano de Jornalismo da UEPG. Participo do Cultura Plural desde 2015. Aluno bolsista do projeto desde 2016. Gosto de fotografia e de jornalismo cultural. Tenho 22 anos. Atualmente integro o Conselho Municipal de Política Cultural na cadeira de 'Artes Populares'.

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