Por Cultura Plural
Foto: Yasmin SalgadoPor Yasmin Salgado
Manifestantes se reuniram neste domingo (8), no Lago de Olarias, em Ponta Grossa, durante a caminhada “Parem de nos matar”, realizada no Dia Internacional da Mulher em protesto contra violência de gênero. As vidas interrompidas das mulheres foram representadas por sapatos organizados em forma de cruz, em memória às vítimas de feminicídio.
A ação foi organizada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), em parceria com o coletivo Levante Mulheres Vivas PG. Segundo a organização, a mobilização oficial foi adiada devido às condições climáticas e será remarcada em breve, mas as participantes estiveram presentes para realizar um gesto simbólico para marcar a data.
A ação contou com um momento de falas abertas ao público. A doula e ativista Juliane Carrico, integrante do Conselho, leu uma carta denunciando os altos índices de violência contra mulheres no Brasil e em Ponta Grossa. O texto destaca que o 8 de março é um dia de luta e cobra medidas mais efetivas de prevenção e enfrentamento à violência de gênero.
Segundo dados citados na carta, o Brasil registrou, em média, quatro feminicídios por dia em 2025, conforme o Ministério da Justiça. A ativista também mencionou que em Ponta Grossa foram registradas mais de 4 mil denúncias contra a mulher no primeiro semestre em 2024. “Todos os dias uma de nós é assassinada, desacreditada, assediada ou silenciada simplesmente por ser mulher”, ressalta.

Após as falas, as participantes realizaram uma breve caminhada no lago com gritos de protesto. Durante o percurso, manifestantes carregavam cartazes com mensagens como “Parem de nos matar” e “Pela vida das mulheres”.
A integrante do coletivo Levante Mulheres Vivas PG, Ligiane de Meira, afirma que o 8 de março representa um momento de luta pelos direitos das mulheres. “Estamos aqui para lembrar que nossas vidas importam e que não vamos aceitar mais violência”.