No seu infinito particular

No seu infinito particular

Até onde eu lhe conheço?

Conhecer os olhos, a boca, os medos…

Conhecer os papéis, os quase 30, as nuances…

Conhecer as falhas, as lágrimas, o que está ao meu alcance…

Conhecer as segundas, os domingos, os segredos…

Acho que muito pouco

foge ao meu olhar clínico,

mas tantas são as coisas

que fogem aos olhos.

O que eu tenho perdido seu?

Quem sabe eu ainda saiba

muitas mais coisas

no meu inconsciente

e quem sabe esse conhecimento inconsciente

é o que faça eu me debater tanto,

eu acabo vendo mesmo as coisas que não vejo…

E se acabo por falhar, por me contradizer,

por esbravejar naquele mesmo dia 9

e não saber evoluir no que já evoluí,

ainda assim, tudo vale a pena

pra descobrir mais um cantinho da sua bagunça,

pra me espelhar nos seus laços,

pra me sentir mais completo…

E se faço as pazes com meus temores,

alegro-me ainda mais,

sou sorridente, passo de soturno para amante,

não perco instante, canto, noturno.

E por mais que as chagas se abram novamente,

corro sempre penitente

em busca do seu amor,

e nesse infinito posso encontrar

as estrelas, a escuridão, os caminhos,

pra lhe conhecer mais uma e outra vez,

Descansar…

E espero que os anos passem,

pois sei que o tempo somente avança,

aguardo ansiosamente gastá-lo com você.

Alegria e tristeza de mãos dadas, numa ciranda,

roda gigante de sentimentos,

amor.

 

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