Psicopata cultural

Psicopata cultural

Óh caminho ladrilhado
O qual ouso caminhar
Um óculos quadrado
Um sorriso circular

O quadro na parede
Então fez sentido
Dedos aos traçados
Na mente registro

A criança que me abriga
Meu abrigo que criança
O sabor do ventre da vida
À arte que cacei em dança

Ai meu amor
Que sorri em tecla
Que seria em peças

Ah o terror
O que me espera
Porque me despertas

De dezembro à agosto
Pro céu
A receita é nuvem a gosto
Para véu?
O segredo é o rosto

De teto, o zinco
Cavalos mais cinco
Decimais
Notas musicais

Como eu queria
Poder por um dia
Deixar de ser poeta
Pra ser sua poesia

Como me reservo
Para o que incerto
Se do literário sou servo
No literal confesso…

Em uma busca incessante
Te planejo ao meu alcance
Nem que me canse
Já estou em transe

E tu? Meu romance.

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