Aquela

Aquela

Sabe, meu amor, estava
com aquela música
na cabeça,
aquela que eu lhe fiz
durante a sua manhã,
entre mordidas
e beijos,
você se lembra?
Seus lábios
estavam vermelhos
de tanto que nossas bocas
se amaram.
Lembra da cor dos meus olhos?
Não sei se era
mesmo,
mas eu senti sua alma
morando em mim.
Eu ainda sinto
isso.

Lembra, amor?
As flores que caminhavam
em nós,
suas pétalas
faziam do nosso leito
um tapete de nuvens,
faziam eu a sentir mais,
mas o seu cheiro sempre
cobria meu nariz,
sua fórmula mágica
de me hipnotizar?

Amor,
o doce da sua boca
está em mim.
Você sabe da
minha queda por doces,
faz parte dos seus planos
me viciar em você?
Você sempre foi boa
com planos,
eles passam pelo nosso dia
e terminam na cama.
Como a gente se entende bem,
você percebe?
Pois é, como não perceber!?
Então esse beijo
é pelo carinho,
esse pelo amor
e esse
pelos próximos milhões.
Você vê que
eu sempre arranjo uma desculpa
para trazer
você mais perto?
É o que eu
sempre faço.

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Rodolfo Martins Kravutschke

Rodolfo Martins Kravutschke

Rodolfo Martins Kravutschke: 28 anos, médico, trabalha na UBS do BNH, em Telêmaco Borba. Amante da literatura brasileira e mundial, além de um aficionado pela poesia, seja ela métrica ou livre. Apaixonado pela Letícia, torcedor do Palmeiras, gosta de jogar futebol, gosta de tocar violão, adora analisar os pequenos detalhes das coisas e amante das minúcias da vida
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Rodolfo Martins Kravutschke: 28 anos, médico, trabalha na UBS do BNH, em Telêmaco Borba. Amante da literatura brasileira e mundial, além de um aficionado pela poesia, seja ela métrica ou livre. Apaixonado pela Letícia, torcedor do Palmeiras, gosta de jogar futebol, gosta de tocar violão, adora analisar os pequenos detalhes das coisas e amante das minúcias da vida

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