Lago de Olarias recebe ação de recuperação ambiental no Dia da Árvore

Lago de Olarias recebe ação de recuperação ambiental no Dia da Árvore

Plantio de cerca de 300 mudas reuniu estudantes e projetos ambientais em iniciativa de recuperação da mata ciliar 

O Dia Nacional da Árvore, celebrado em 21 de setembro, reforça a importância da preservação e recuperação das áreas verdes. Em homenagem à data, no último sábado (19), o Lago de Olarias recebeu o plantio de 300 mudas de árvores de espécies nativas. 

Engajamento comunitário no Dia da Árvore reforça a conscientização ambiental – Foto: Mariana Fernandes

A Coordenadora do Pauta Ambiental, Hebe Maria Gonçalves de Oliveira, destaca o papel das árvores no controle da temperatura e na absorção de gases maléficos para o meio ambiente. “A árvore tem esse benefício da natureza, ela atua na absorção e retenção de carbono, que é maléfico para a camada de ozônio e consequentemente, provoca o aquecimento global”, ressalta. 

Além do impacto ambiental, o plantio funciona como uma oportunidade de aprendizado sobre a biodiversidade nativa da região – Foto: Mariana Fernandes

Rosimeri Oliveira Cardoso, coordenadora do Viveiro Florestal, conta que as plantas escolhidas são divididas em dois grupos: o de recobrimento, que possuí capacidade de cobrir rapidamente a área e competir com gramíneas invasoras, e o de diversidade, com espécies que fornecem frutos e flores para interagir com a fauna e polinizadores. “O objetivo principal é resgatar um conjunto de interações ecológicas, para não só revegetar o espaço, mas também restaurar o ecossistema degradado”, explica.

Ação conjunta reune projetos ambientais e universitários para o plantio de cerca de 300 mudas no Lago de Olarias – Foto: Guilherme Ludwig

Segundo Lia Antiqueira, professora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná em Ponta Grossa e líder do grupo Conservação da Natureza e Educação Ambiental (CONEA), a área onde as mudas foram plantadas é uma região de mata ciliar, caracterizada pela vegetação que acompanha os cursos d’água. “É muito importante manter a vegetação nessa região, porque ela ajuda desde a qualidade do ar, qualidade ambiental como um todo, mas falando especificamente da mata ciliar, ela ajuda no controle da erosão e também na qualidade do espaço, do ambiente”, explica.

Estudantes e voluntários trabalham na manutenção e plantio de mudas no Lago de Olarias – Foto: Guilherme Ludwig

A área já passou por um processo de restauração ecológica, mas a recuperação é contínua e exige o plantio de novas espécies. De acordo com Lia, a escolha das mudas prioriza espécies nativas dos Campos Gerais. 

Preparo do solo para a revegetação durante mutirão ambiental – Foto: Guilherme Ludwig

A iniciativa também envolve estudantes, que participam do processo de recuperação e têm contato direto com as características ambientais da região. Para Caio Eduardo de Mello, estudante do primeiro ano de Agronomia, participar da ação representa uma oportunidade de aprendizado. “Você aprende muito sobre a diversidade local, não só sobre o que já está sendo feito, mas também sobre o que precisa ser feito para a preservação ambiental nessas regiões”, relata.

A ação foi resultado de uma parceria entre o Projeto de Extensão Pauta Ambiental, CONEA/UTFPR, Projeto Viveiro Florestal da UEPG/CAAR (VIFLOR), Centro Acadêmico João do Rio e programa de extensão Agência de Jornalismo da UEPG.